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Yoga e Mindfulness para Transformar a Mente


Como Yoga e Mindfulness podem nos ajudar a transformar a mente? Neste artigo abordamos o pensamento versus sentimento e enumeramos algumas das coisas que acontecem quando escolhemos a vulnerabilidade do sentir, ao invés da falsa segurança dos pensamentos e dos significados equivocados que a mente gosta de fabricar a cada momento.

 

Yoga e Mindfulness para transforma a mente

Buda disse há mais de 2500 anos que nós criamos o mundo através da nossa mente. O que pensamos é o que manifestamos em nossas vidas. Portanto, se o que eu estou pensando é como encontrar maneiras de provar que estou certo a todo custo, ou que eu não sou competente o suficiente, ou que o mundo não é um lugar seguro, eu vou certamente manifestar uma realidade que reflita essas crenças.

O mundo que vivemos hoje e toda a sua destruição e violência que presenciamos atualmente, tem sido criado por mentes inconscientes, que acreditam que “eu sou um indivíduo totalmente separado e isolado do todo, e o que eu fizer não afeta o todo e o todo não me afeta”.

É claro, felizmente, que existe também um outro mundo. Temos também um Buda que nos ensinou sobre liberdade interna e interconectividade, Cristo que nos ensinou sobre compaixão e amor incondicional, um centro como Nazaré Uniluz que nos permite praticar e viver de maneira saudável em comunidade, entre tantas outras belezas criadas mundo afora. Interessante pensar que tudo começou com um pensamento. 

Então quero deixar claro aqui que não existe nada de errado com o pensar, somos seres racionais e que bom que é assim! A questão aqui não é se devemos continuar pensando ou não, já que nem temos essa escolha, mas o que queremos nos atentar é: onde estou repousando minha atenção e o que estou fazendo com ela? Agora por exemplo? Que parte da sua experiência você está consciente nesse momento? A maioria de nós passa grande parte do tempo perdidos em pensamentos, e não estamos sequer conscientes do seu conteúdo e da veracidade deles.

A primeira coisa que cultivamos quando iniciamos a prática da meditação, ou de yoga, é coletar a mente das suas distrações e dos vários pensamentos e trazê-la para o corpo, e para o que está acontecendo ali, a respiração, as sensações físicas, as emoções. E conforme essa atenção fica mais estável, ela nos revela exatamente o que está acontecendo no nosso corpo, coração e mente.

Grupo na sala de meditação do campus

Escolha a vulnerabilidade do sentir

Você já deve ter percebido o quanto os pensamentos são condicionados e repetitivos. E quando restringimos a nossa experiência ao que pensamos sobre ela, nossa experiência também se torna condicionada e repetitiva. Sem nada novo e fresco para nos ensinar e inspirar. Mas quando faço a escolha de sentir no corpo a minha experiência do momento como ela se apresenta, estamos abrindo um mundo de várias outras possibilidades.

Gostaria de enumerar algumas das coisas que acontecem quando escolhemos a vulnerabilidade do sentir, ao invés da falsa segurança dos pensamentos e dos significados equivocados que a mente gosta de fabricar a cada momento:

1. Sinta antes de Pensar

Por exemplo, num momento em que experimenta tristeza, você pode escolher gravitar sua atenção para sentir essa tristeza no corpo e coração, ao invés de se perder nas estórias sobre fracasso, sucesso, ou sobre “por que isso está acontecendo comigo?”, etc.

Você escolhe entrar em contato com a coragem e confiança que te habitam para poder se abrir para essa emoção dolorosa. E para isso é preciso soltar a necessidade de segurança e de querer entender racionalmente o que está acontecendo. Toda vez que você se propõe a isso, essas qualidades e recursos internos ficam mais e mais vivos e disponíveis para você. Você se sente empoderado(a) e capaz de lidar com o que quer que surja na sua vida.

2. Perceba a impermanência

Passamos a entender em primeira pessoa o fenômeno da Impermanência, que é uma das características da nossa realidade e da nossa natureza. Isso acontece porque aprendemos a acompanhar todo o ciclo da tristeza, desde sua chegada, quando ela bate na nossa porta querendo entrar, e daí permanece como um visitante por um tempinho e em algum momento decide ir embora. Assim entendemos por nós mesmos que tudo vem e vai, e a prática se torna:

como eu posso ficar com o que estou sentindo da maneira mais acolhedora e gentil possível? Como posso permitir que essa energia se manifeste e encontre um espaço seguro e compassivo para se transformar?

3. Permitindo a cura

 Essas emoções e sensações físicas são como um tesouro escondido, geralmente enterrados no nosso subconsciente desde a nossa infância. Quando somos crianças não temos a capacidade e ferramentas necessárias para sentir essas emoções intensas sozinhos, portanto a única opção que tivemos na maior parte das vezes foi oprimir essas emoções. Então quando estamos sentindo uma emoção, de alguma maneira sabemos que ela quer ser sentida há muito tempo, e agora temos de novo essa oportunidade. Quando você oferece essa presença e escuta, essa permissão para elas existirem, é quando você começa a curá-las. Na verdade essa é a única maneira. 

Essas práticas de Mindfulness Yoga e Meditação nos guiam para uma clareza do que é o pensar. E um pouco mais além, como diz o Eckhart Tolle, “como encontrar aquela dimensão em nós que é mais profunda do que os pensamentos.” Essas práticas nos ensinam a direcionar a nossa atenção e permanecer lá pelo tempo que nos permita penetrar os ensinamentos que a própria situação já traz. Paramos de criar explicações sobre a vida, que só geram conflitos, e aprendemos a criar espaço para vivê-la de maneira sábia. 


Por Juliana Bizare, março/2021.

Juliana Bizare pratica meditação e yoga há mais de vinte anos. Viveu entre Índia, Nepal, Inglaterra e Califórnia por 15 anos e estudou com vários mestres reconhecidos internacionalmente, como Tenzin Palmo, Katchie Ananda, Os Chanchani, Jack Kornfield. Começou a ministrar aulas de yoga no Tushita Meditation Centre na Índia, onde viveu imersa por 6 meses em 2010. Participou de retiros e treinamentos em diferentes centros pelo mundo, incluindo Spirit Rock na Califórnia. Pós graduada em Psicologia Transpessoal pela Uniluz, onde residiu por um ano e pôde desenvolver um trabalho profundo com meditação. Há dois anos tem estudado Calling Work, com Richard Condon de Nova York. Atualmente vive na Floresta Amazônica no Peru, onde desenvolve um trabalho que combina Mindfulness, Yoga, Medicina das Plantas e Calling Work, num centro internacional que recebe pessoas do mundo todo.

“Meu chamado é que as pessoas experimentem a liberdade de serem elas mesmas!”

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