Início > Blog > Constelações Sistêmicas e Familiares Como um Processo Terapêutico

Constelações Sistêmicas e Familiares Como um Processo Terapêutico


constelação capa nazaré uniluz

São movimentos que te levam a possibilidades. A partir do momento que olho o movimento sistêmico ele já muda, como um salto quântico, como uma experiência quântica. Pela busca da cura interior, podemos nos perguntar: “Por que isso acontece? Para que isso acontece?”.  O campo acessado mostra as respostas. As constelações são a possibilidade de perceber os sentimentos ocultos através das emoções mostradas no campo – depois de revelados, estes sentimentos podem ser acolhidos, compreendidos e transformados, pois os sentimentos são a origem não mental dos destinos.

A constelação propõe um novo estado de consciência 

O destino pessoal é composto pelo campo de escolhas e o campo sistêmico em que todos invariavelmente estão inseridos e são afetados. Os achados sistêmicos têm valor terapêutico a partir da compreensão do que antes estava oculto – a representação da história familiar através do emaranhamento com o destino sistêmico.

Na prática, a técnica das constelações acessa as informações que estão contidas no campo sistêmico e são traduzidas pelas esferas das leis sistêmicas. O campo sistêmico pode ser compreendido entendendo-se o campo mórfico: todas as informações experimentadas por um grupo que tem um vínculo são mantidas e afetam o grupo independente do tempo e do espaço. Este olhar nos conecta a algo como vivenciar os campos paralelos de consciência – compostos pela consciência pessoal e a consciência sistêmica familiar.

Bert Hellinger realizou seu trabalho sistematizando o comportamento do campo sistêmico familiar nas leis sistêmicas. Das derivações de seu uso e sua prática, gerou a técnica das constelações familiares reveladas, ocultas, do movimento da alma, as constelações silenciosas, os exercícios e as meditações sistêmicas. Esta técnica ganhou derivações depois do trabalho com grupos, nos formatos individuais com âncoras, em que a condução do terapeuta constelador leva às descobertas do campo através dos movimentos com os bonecos, por exemplo, pelo constelado, revelando as representações, os segredos e onde as leis sistêmicas estão em desarmonia.

As esferas das leis sistêmicas

Também chamadas de ordens do amor.
A primeira lei engloba todas as leis, é a lei do pertencimento: aqueles que possuem um vínculo de sangue ou de destino fazem parte do sistema, e quando perdem este direito é gerada a desarmonia. Quando não resolvida cria um pulso no campo solicitando que os descendentes acessem a desarmonia e a corrija. Aqueles descendentes que viverão a dor da exclusão estão resolvendo situações dos antepassados de forma velada, seja pela lealdade sistêmica, seja pelo amor cego.

A segunda lei é a lei do dar e receber: aquele que dá a vida ou algo importante de acordo com suas possibilidades está com seu destino resolvido, não deve mais e pode ser liberado, aquele que recebe deve agradecer e seguir seu destino. Os maiores são os doadores, os menores são os que recebem. Quando ocorre a desarmonia nesta lei, o que ganha muito fica fraco, o que que doa muito se revolta ou se dá um tamanho desarmônico – gerando rupturas. Esta lei está contida na lei do pertencimento e engloba a terceira lei.

A terceira lei é a hierarquia: os que vieram antes são os maiores, entendendo-se que quem vem antes serve a vida para que existam descendentes. Os pais dão a vida ao filho e esse ato de amor os libera de todas as outras exigências que se fazem aos pais. Quando a ordem de precedência é respeitada o sistema vive em paz, quando existem distúrbios na hierarquia, os envolvidos afetam a segunda lei e o desenvolvimento do sistema fica em desequilíbrio.

Na prática, todos os assuntos podem ser vistos e pesquisados na constelação, verificando-se quando uma ou mais destas leis estão sendo afetadas. O procedimento traz à consciência as representações que remetem aos distúrbios das ordens do amor. Quando cada uma das esferas é harmonizada, gera-se para o constelado liberação, sentimento legítimo de pertencimento, saúde, prosperidade, confiança e amor.

O que são as constelações?

O que são as constelações? São movimentos que te levam a possibilidades. A partir do momento que olho o movimento sistêmico ele já muda, como um salto quântico, como uma experiência quântica. Pela busca da cura interior, podemos nos perguntar: “Por que isso acontece? Para que isso acontece? ” O campo acessado mostra as respostas. As constelações são a possibilidade de perceber os sentimentos ocultos através das emoções mostradas no campo – depois de revelados, estes sentimentos podem ser acolhidos, compreendidos e transformados, pois os sentimentos são a origem não mental dos destinos.

“Por que isso acontece? Para que isso acontece? ”

Quando constelamos aprendemos muito mais a assimilar o que aconteceu do que tentar entender e refutar porque aconteceu.

O campo e as expressões práticas sistêmicas

A descoberta da “presença” do campo mórfico na consciência tem imenso valor e utilidade para o processo de cura dos que buscam ajustar-se em seus caminhos de vida. A manifestação do campo mórfico pode ser comparada à ressonância ondulatória que ocorre quando um som é produzido e reverbera em outros corpos que se conectam com essa vibração. Assim o é o campo de manifestação das emoções produzidas pelo comportamento humano em seus grupos de pertencimento. A técnica sistêmica permite o exercício de reprodução das ressonâncias deste conjunto familiar e, a olhos nus, observa-se o que gerou a desarmonia – neste estado de consciência e a abertura do campo, se traz a avaliação das emoções e a solução.

O exercício de reprodução das ressonâncias pela ativação das memórias do campo pode ser feito com representações humanas ou com objetos (âncoras) e sua manifestação pode ser livre em campo terreno ou na água (fluvial).

As ordens do amor em suas expressões

Amor cego: amor infantil, quando dependemos do outro, o ato de “salvar”, é a resultante da expressão no sistema carregando o destino ancestral.

Amor adulto: as relações trazem algo com clareza, apesar do medo da experiência, da entrega. A parcela individual de responsabilidade sobre o que acontece na própria vida.

Por que realizar uma constelação sistêmica?

Quando participamos dos trabalhos sistêmicos promovemos a nova consciência pessoal a partir dos exercícios de expressão dos sentimentos, reconhecimento das leis sistêmicas e a possibilidade de encontrar ordem e amor na vida pessoal e na vida afetiva, familiar, profissional, social.

Para vivenciar essa experiência consulte nossa programação (Veja a programação).


Texto por André Gabriel, em Dezembro/2022

Facilitadora de vivências em Nazaré Uniluz, constelador sistêmico familiar e organizacional.

Doar Faz Bem
X
X