Pesquisar

Perdoando a Humanidade

Por que a mais inovadora das espécies se tornou a mais perigosa? A resposta, sugere Peter Russell, está no ritmo de desenvolvimento cada vez mais acelerado da humanidade. Em seu novo livro, “Forgiving Humanity” (Perdoando a Humanidade), ele mostra como a inovação gera mais inovação, alimentando um ciclo de feedback positivo que leva a taxas exponenciais de crescimento. Contudo, nossas mentes têm dificuldade para compreender todas as implicações do crescimento exponencial, o que nos deixa com um ponto cego ao encarar o futuro.

Por mais acelerado que o ritmo da mudança possa parecer hoje, ele será muito mais rápido nos próximos anos, trazendo avanços científicos e tecnológicos cada vez mais velozes. Porém, com a velocidade desse progresso, vem uma consequência inesperada: quanto mais apressado for o ritmo das mudanças, maior será o estresse em nossos sistemas pessoais, sociais e planetários. E quanto maior o estresse, maior a probabilidade de colapso sistêmico. Russell conclui que estamos caminhando para um futuro com tecnologia além dos nossos sonhos, mas em um mundo que está se rompendo pelas costuras.

Isso não significa que a humanidade tenha tomado um rumo errado. As taxas de desenvolvimento em espiral, com todas as suas consequências, positivas e negativas, são o destino inevitável de qualquer espécie inteligente e tecnologicamente capacitada.

Como nos adaptamos a um ritmo de vida cada vez mais acelerado? Como podemos nos preparar para um futuro que está se tornando cada vez mais imprevisível? O que isso significa para a humanidade e para o nosso lugar no cosmos?


Usando as novas tecnologias da Inteligência Artificial (IA), Peter Russell teve a ideia inovadora de simular um diálogo entre dois clones dele mesmo: um é o clone representando o próprio autor e o outro é o de um leitor, durante uma entrevista sobre o conteúdo do livro. A partir da leitura do livro, a IA foi capaz de criar os dois personagens ou clones e assumir a perspectiva de cada um, impecavelmente. Assista ao vídeo abaixo e veja que interessante:

Texto comentado por Sônia Café – Escritora, Co Fundadora e Colaboradora de Nazaré Uniluz.
Fonte do artigo: https://www.peterrussell.com/forgivinghumanity/index.php


Compartilhe esse artigo

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram