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Confiança segundo Gandhi

Gandhi, o grande gênio da política e da espiritualidade que conduziu a Índia para a libertação do regime inglês, era um estudante devotado do Bhagavad Gita. Determinado a encontrar maneiras não violentas de libertar a Índia, Gandhi disse que entre as muitas riquezas espirituais do Gita, o ensinamento mais importante para ele era a sabedoria de estar desapegado dos frutos de nossas ações.

Em sua percepção, desapegar-nos dos frutos de nossas ações significa confiar que a vida se desdobrará a si mesma, além de nossa vontade. Essa qualidade de confiança é algo que está muito além de uma visão otimista e esperançosa. Ela cria um relacionamento dinâmico com o momento presente.

O simples fato de ficarmos conscientes de que é possível estar desapegado do fruto de nossas ações ajuda-nos imediatamente a encontrar um centro de confiança interior. E quando sabemos que estamos vivendo a totalidade do momento e que não temos o poder de controlar o futuro, o nosso desapego aos resultados nos liberta do ciclo vicioso da ansiedade e da expectativa. No momento em que sentimos ansiedade ou expectativa, podemos parar e ver que acabamos de ter um pensamento mais ligado ao futuro do que com as possibilidades do que acontece agora e que envolve o que estamos realmente vivendo e fazendo.

Viver com esse tipo de confiança é ficar totalmente presente numa ação, dinamizá-la e nutri-la com todo o nosso empenho, ao invés de querer antecipar-se ao resultado dela. Isso significa que nossas ações não são tentativas e nem barganhas a serem usadas, enquanto já podemos estar indo em direção a outra coisa. Cada ação se apóia em sua própria verdade e, portanto, momento a momento, não importa o que façamos ou o quanto progredimos em relação a uma meta de longo ou curto prazo, nada fica verdadeiramente sem ser feito ou incompleto.

Ponderações:
• Como e quando você se sente confiante?
• No que você confia?
• Ao exemplo de Gandhi, onde você colocaria a base de sua confiança?
• Para você existem qualidades de confiança? Quais você identificaria?

Por Sônia Café – Escritora, Co Fundadora e Colaboradora de Nazaré Uniluz.

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